As Dificuldades de se Amar Alguém do Mesmo Sexo

Stanford,

Estou passando por um momento muito difícil na minha vida e queria que me ajudasse: amo uma garota, e também sou uma garota.

Não é a primeira com quem me envolvo, já passei por vários momentos difíceis, inclusive com minha própria família, por causa disso! Mas meus pais não sabem de nada, moro longe e consigo ter minha liberdade pra ficar junto dela sem problema algum. O que acabou complicando é que a família dela também descobriu, e agora ela vai embora passar quatro meses fora e eu não sei o que fazer, se continuo com ela, ou se tento esquecer pra não sofrer mais do que já venho sofrendo com a distancia que nos separa; é horrível você desejar uma pessoa e não tê-la…

Fico, às vezes, pensando que se ela gostasse tanto de mim por que não assumiu? Sei que é uma coisa difícil mas quando se gosta nada é demais, não é verdade? Eu a amo como jamais amei ninguém na minha vida, a desejo mais do que tudo; é amor mais sincero e puro que eu já vi em toda minha vida. Espero que você possa me ajudar!

Beijão,

Menina Super Apaixonada

Hello, meus amores! Tudo lindo na vida de vocês? Eu espero que sim, porque pra mim, graças ao carinho e ao retorno que tenho recebido, tem sido tudo azul da cor do mar. Aloka! Mas, é a pura verdade. O Blog do Stanford é um sucesso e isso é graças a vocês. Já disse obrigado? Digo agora: OBRIGADO! 😉

Mas é hora de deixar os agradecimentos de lado para falarmos sobre o caso da Menina Super Apaixonada. E, digo de cara, não é simples amar alguém do mesmo sexo. Falo como gay, como alguém que passou por diversos problemas para se aceitar e ser o lusho que é hoje: ser diferente não é tão simples. Afinal, darlings, pensem comigo: querendo ou não, levamos nas costas uma porção de pesos e anseios de outras pessoas, de comportamentos pré-determinados e aceitos como “normais”. Quando se foge disso, mesmo que em busca da própria felicidade, é um suplício. Vivemos, graças a Deus, em tempos melhores, de maior tolerância, mas ainda assim, em alguns lugares, gays continuam sendo apontados na rua como aberrações unicamente por serem eles mesmos. Triste, mas real.

O que me conforta, é que vale a pena ser quem se é, deixando de lado a hipocrisia de uma vida levada para agradar aos outros. Quanto sofrimento não é desencadeado por pessoas que decidem se anular e viver uma farsa apenas para se enquadrar? Conforme cantou Raul, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”.

Então, Menina Super Apaixonada, encosta sua cabecinha no meu ombro que eu te entendo e sei das suas dores e medos. Por mais superpoderosa que você seja, você não tem superpoderes. Além disso, não depende só de você para viver a sua história, já que todo relacionamento é feito de duas pessoas.

Quanto às suas dúvidas, não acho que ela deveria “assumir” somente porque gosta de você. Acho que o que tem de ser assumido é o sentimento por você e, pelo visto, ela parece já ter feito isso, estou enganado?

O que posso te dizer, Menina Super Apaixonada, é que a vida não é fácil pra ninguém e cabe somente a você decidir se aposta nessa paixão – correndo o risco de sofrer devido à distância – ou se afasta e parte para outra. O clichê da vez e que levo para mim, é que eu, particularmente, prefiro me arrepender de algo que fiz do que ficar eternamente remoendo na minha cabeça um “e se…” por ter desistido de algo sem tentar.

O que espero, Menina Super Apaixonada, é que você encontre a sua felicidade. E que o mundo entenda, de uma vez por todas, que não é com quem se dorme que forja um caráter e que a sexualidade de uma pessoa é apenas mais uma característica dela. Se todos se dessem conta disso, esse mundo seria um lugar bem mais fácil de se viver e muitos danos emocionais seriam evitados.

Um beijo,

Stanford, aquele que você deve seguir no Twitter, e ser amigo no Facebook!

E já sabe, né? Para ter suas dúvidas respondidas e comentadas no Stanford Responde, mande um email para:

blogdostanford@gmail.com

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Colírio: Adam Levine

Ele é o vocalista do Maroon Five, banda de sucessos como This Love e da onipresente Moves Like Jagger. Só que além disso ele é lindo e um fofo, principalmente para aqueles que podem conferir todo o charme do rapaz como um dos jurados do programa americano The Voice. Eu babo nele. #ProntoFalei

Como eu não sou de ferro – e sei que vocês também não! -, acho super válido apreciarmos alguns outros talentos do cantor americano, que nasceu no dia 18 de março de 1979, em Los Angeles.

Com vocês, o nosso colírio da semana: Adam Levine!

“Nunca! Eu jamais quero ser um artista solo. É coisa de nerd.” – sobre uma possível saída do Maroon 5 um dia

“Vamos falar a verdade, eu só pratico Yoga porque as aulas sempre estão cheias de mulheres lindas.”

“Como eu digo ‘I love Brasil’ em português?” – antes da apresentação do Maroon 5 no Rock in Rio 2011

“Não há como esconder a minha heterossexualidade, mas se as pessoas não achassem que havia uma pequena chance de eu ser gay, então eu não estaria fazendo o meu trabalho muito bem. Olhe para os melhores, homens cuja sexualidade sempre foi questionada. Bowie. Jagger. Freddie Mercury. Eu não seria o líder de uma banda se essa questão não houvesse chegado em algum momento.”

Além de lindo, Adam parece ter uma cabeça super tranquila e lida bem com o sucesso e com a sua sexuliadade. O cantor, apesar de sua declarada heterossexualidade, é conhecido, entre outras coisas, por ser um apoiador da causa gay, uma vez que seu próprio irmão é gay assumido. Merece palmas, viu! Afinal, o que molda o caráter de uma pessoa não é com quem ela se relaciona sexualmemente.

Pra fechar o post, só tenho algo a declarar: Adam Levine, seu fofo!

Mil beijos,

Stanford