Será Que Meu Marido É?

Stanford,

Tenho chorado muito, por isso preciso de ajuda. Tenho 25 anos, sou casada com um homem de 40 há quase 4, e temos um filho de 2 anos. Antes de casar, algumas pessoas diziam que meu marido era “mulherengo” e outras diziam que era gay, pela sua forma de gesticular muito ao falar. Até eu mesma achava isso um pouco antes de namorarmos, mas como ele era divorciado e já havia casado com uma mulher, achei que não fosse. Vale ressaltar que ele disse que não transava mais nos últimos dois anos dos sete em que esteve casado com a primeira esposa.

Bem, há 2 anos que ele não me procura mais, não transamos! No início, ele ficou seis meses sem nem me procurar, nem tocar no assunto. Até que eu não aguentei mais e passei a perguntar se ele tinha uma amante ou se era gay! Ele afirmava que estava cansado, trabalhando muito…

Sou uma pessoa vaidosa, as pessoas dizem que sou bonita, vejo vários homens me olhando, se interessando por mim e só meu marido não me deseja! Depois desse questionamento, começaram as brigas, pois toda noite ele dormia no sofá, esperava eu dormir e ia para cama pé ante pé para não me acordar. Eu via tudo e chorava escondido. Eu colocava lingerie nova, comprava óleos de massagem e ele sempre dizia que não conseguia pois estava cansado. Ah, ele fez exames periódicos e não tem problemas de ereção ou qualquer outro!

Hoje ele me ameaça dizendo que, caso eu me separe, tirará meu filho de mim e fica muito nervoso quando eu digo que posso provar que ele é gay. No fundo, tenho 90% de certeza de que ele é gay e quer ficar comigo para manter a aparência. Sua família do norte não aceitaria! Várias pessoas da minha família dizem que ele é gay, e ninguém sabe do que passamos!

Estou me sentindo tão triste, vivo pelo meu filho… Abri mão da minha felicidade, da minha juventude, perdi a esperança de ainda ser feliz, pois tenho medo do meu filho ser criado por ele e pela família dele, que é toda problemática, mas é um outro caso à parte!

Precisava tanto de conselhos de alguém de fora! Por favor, parece um tanto piegas, mas me ajude!

Esposa Desconfiada

Preciso dizer que adoro um baphão desse tipo? Ai, pára, claro que não, né? Aloka! Mas, convenhamos, é um assunto espinhoso e difícil de ser tratado. O que fazer quando se descobre/desconfia que seu companheiro é gay? Como viver com essa situação, como acreditar que você não conseguiu estar à altura do seu parceiro a ponto dele procurar satisfação no mesmo sexo?

Eu adoro os e-mails e as dúvidas que recebo. Sempre me deixam pensativo e me fazem olhar para minhas próprias experiências para que, dando minha opinião, possa (ou não) ajudar aqueles que me escrevem. E tenho de agradecer à Esposa Desconfiada por essa oportunidade de falar sobre esse assunto. É tabu, mas aqui eu sou lusho e, com puro glamour toco nos mais intocáveis assuntos. #SouDesses, melbem!

Antes de tudo, vamos deixar uma coisa bem clara para a Esposa Desconfiada:

O problema não é você, darling. O problema é o seu marido! Anotou?

SEMPRE e isso é regra. Nada de entrar numa de o que você fez para seu marido se tornar gay ou algo do tipo. A realidade é que você casou com um hipócrita que, por não se conhecer e não se aceitar, preferiu ser um babaca e se meter num (segundo) casamento para se esconder de si mesmo e de seus desejos. Conheço DIVERSOS casos semelhantes de homens que, procurando ter uma vida ‘normal’, aprisionam seus sentimentos e desejos e embarcam em relacionamentos fadados à infelicidade (sua e de suas parceiras). Triste, egoísta, mas MUITO comum.

Falo por experiência própria: ser gay não é fácil. Quem, em sã consciência, escolheria viver de forma diferente da maioria, ter desejos diferentes, ser apontado como ‘aberração’ e sofrer preconceitos e discriminações? Apesar de vivermos em pleno século XXI e as novas gerações, pouco a pouco, trabalharem melhor a questão da homossexualidade (ainda bem!), não é fácil ser diferente. Nunca é. Então, não é de se estranhar que muitos homens escolham viver como seu marido, negando a si mesmos e vivendo histórias e casamentos ruins em prol de uma aceitação da sociedade.

Pelo seu email você não tem dúvidas de que ele seja gay. E, eu costumo dizer, se há fumaça, há fogo. Aliás, desculpe-me a sinceridade, mas não é normal viver dois anos sem sexo. Ou ele abstrai MUITO ou é um assexuado. Porque, my darling, sexo é humano e nossos desejos nos movem. Você tem vontade, eu tenho, o seu marido deve ter. Como extravasamos isso é o que nos diferencia.

Sobre sua situação específica, é bem delicada. Pelo que me parece, seu casamento é um inferno. O que você prefere: criar um filho num casamento de mentira, apenas por aparência, ou correr atrás da felicidade de ambos?

Esse papinho de que se vocês se separarem ele tirará o filho de vocês é balela de homem com medo de enfrentar a realidade. Sinceramente acho que o que ele mais deseja é que você tome a iniciativa e acabe com esse casamento. E se não for assim, me diga, que juiz hoje em dia cairia nessa conversinha fiada de homem que quer roubar a guarda do filho da mulher?

Meu conselho é que você avalie onde reside a sua felicidade. Eu já disse: a culpa não é sua. O ‘problema’ está na hipocrisia do seu marido e na sua ingenuidade de não ter ouvido seus instintos e casado com um provável gay.

Aliás, deixo um conselho para a maioria das mulheres: vocês quase nunca erram quando acham que um homem é gay. Brinco com minhas amigas dizendo que quase todas as mulheres são equipadas com um gaydar, o radar que apita quando um homem é gay. O que vocês devem fazer é dar ouvidos a esse radar. Porque, sinto lhe dizer, não é possível ‘converter’ um gay em hétero. Ele pode se relacionar com mulheres, ele pode se casar com uma, mas o desejo por homem vai continuar nele. E nossos desejos são nossos maiores monstros e uma hora precisam ser alimentados. Então, por maior que seja o seu ego e a vontade de ficar com um gay, avalie: vale a pena lutar por uma batalha perdida?

E a você, querida Esposa Desconfiada, desejo sorte e coragem. Para colocar as verdades na mesa e correr atrás da sua felicidade. É a felicidade quem deve nos mover. Viver aprisionado num casamento de conveniência não é o ideal de ninguém e nem deve ser o seu. Boa sorte!

Um beijo terno e carinhoso,

Stanford

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Colírio: Ricky Martin

O Colírio dessa semana é um alento para homens e mulheres. Ricky Martin, que começou sua carreira ainda molequinho como membro da banda Menudo, cresceu, apareceu, tomou o mundo de assalto com sua salsa e merengue e, desde o pré-lançamento de sua biografia, chamou a atenção de todos ao assumir a sua homossexualidade. Ahazou na saída de Nárnia! Aloka!

Pai dos gêmeos Valentino e Matteo, nascidos no segundo semestre de 2008 (foram gerados por uma barriga de aluguel), desde que assumiu sua homossexualidade, Ricky Martin vem fazendo campanha pelos direitos dos homossexuais, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Como prova de seu interesse no assunto, o cantor se casou no último dia 20/01/2012, com o até então seu namorado, o tesudo modelo Carlos González. E eu nem fui convidado pra abalar na festa com todo meu sex appeal. Aloka!

Agora, chega de blá blá blá. Com vocês, Ricky Martin, nosso Colírio da semana. Ahaza!

“Acho que na minha vida, na vida de todo mundo, essas três palavras são importantes. Música, obviamente, porque está ao redor de todos nós. Alma, por sermos criaturas muito espirituais, então faz parte da gente. E sexo, bem… Somos seres humanos sexuais! As pessoas vivem me perguntando: “Ricky, para que colocar ‘sexo’ no título?” E eu respondo, oras, por que não? Muita gente tem medo dessa palavra, quando é algo muito natural, você não acha?” – sobre o nome de seu último álbum Música + Alma + Sexo

Há momentos para sexo suave e gentil e para umas boas palmadas na bunda. O tipo de sexo em que você puxa o cabelo e agarra as orelhas…”– claro, sobre sexo.

“Sou aberto a tudo.”

“Estou fazendo tudo por minha conta, porque não quero perder nenhum momento deles. Dou banho, troco fraldas, dou comida… (…) Estou muito feliz! Ser pai é uma benção.” – sobre a vida com os filhos gêmeos.

Ricky na praia com os filhos, Matteo e Valentino

“Eu tenho orgulho de dizer que sou homossexual e sou abençoado por ser quem eu sou. (…) O que vai acontecer daqui em diante? Não importa. A palavra ‘felicidade’ ganhou um novo significado hoje.” – ao assumir a sua homossexualidade.

Ricky e o atual marido, Carlos González

Vejo as fotos, leio as frases e só consigo pensar:

“Uepaaaa! 1, 2, 3… Um pasito pa’delante, Maria
1,2,3… Um pasito pa’ atras…”

Aloka! Mas #SouDesses. Deixando a bobeira pra lá e falando sério, é ou não é um fofo e lindo o Ricky Martin?

Espero que tenham gostado. Mil beijos,

Stanford

As Dificuldades de se Amar Alguém do Mesmo Sexo

Stanford,

Estou passando por um momento muito difícil na minha vida e queria que me ajudasse: amo uma garota, e também sou uma garota.

Não é a primeira com quem me envolvo, já passei por vários momentos difíceis, inclusive com minha própria família, por causa disso! Mas meus pais não sabem de nada, moro longe e consigo ter minha liberdade pra ficar junto dela sem problema algum. O que acabou complicando é que a família dela também descobriu, e agora ela vai embora passar quatro meses fora e eu não sei o que fazer, se continuo com ela, ou se tento esquecer pra não sofrer mais do que já venho sofrendo com a distancia que nos separa; é horrível você desejar uma pessoa e não tê-la…

Fico, às vezes, pensando que se ela gostasse tanto de mim por que não assumiu? Sei que é uma coisa difícil mas quando se gosta nada é demais, não é verdade? Eu a amo como jamais amei ninguém na minha vida, a desejo mais do que tudo; é amor mais sincero e puro que eu já vi em toda minha vida. Espero que você possa me ajudar!

Beijão,

Menina Super Apaixonada

Hello, meus amores! Tudo lindo na vida de vocês? Eu espero que sim, porque pra mim, graças ao carinho e ao retorno que tenho recebido, tem sido tudo azul da cor do mar. Aloka! Mas, é a pura verdade. O Blog do Stanford é um sucesso e isso é graças a vocês. Já disse obrigado? Digo agora: OBRIGADO! 😉

Mas é hora de deixar os agradecimentos de lado para falarmos sobre o caso da Menina Super Apaixonada. E, digo de cara, não é simples amar alguém do mesmo sexo. Falo como gay, como alguém que passou por diversos problemas para se aceitar e ser o lusho que é hoje: ser diferente não é tão simples. Afinal, darlings, pensem comigo: querendo ou não, levamos nas costas uma porção de pesos e anseios de outras pessoas, de comportamentos pré-determinados e aceitos como “normais”. Quando se foge disso, mesmo que em busca da própria felicidade, é um suplício. Vivemos, graças a Deus, em tempos melhores, de maior tolerância, mas ainda assim, em alguns lugares, gays continuam sendo apontados na rua como aberrações unicamente por serem eles mesmos. Triste, mas real.

O que me conforta, é que vale a pena ser quem se é, deixando de lado a hipocrisia de uma vida levada para agradar aos outros. Quanto sofrimento não é desencadeado por pessoas que decidem se anular e viver uma farsa apenas para se enquadrar? Conforme cantou Raul, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”.

Então, Menina Super Apaixonada, encosta sua cabecinha no meu ombro que eu te entendo e sei das suas dores e medos. Por mais superpoderosa que você seja, você não tem superpoderes. Além disso, não depende só de você para viver a sua história, já que todo relacionamento é feito de duas pessoas.

Quanto às suas dúvidas, não acho que ela deveria “assumir” somente porque gosta de você. Acho que o que tem de ser assumido é o sentimento por você e, pelo visto, ela parece já ter feito isso, estou enganado?

O que posso te dizer, Menina Super Apaixonada, é que a vida não é fácil pra ninguém e cabe somente a você decidir se aposta nessa paixão – correndo o risco de sofrer devido à distância – ou se afasta e parte para outra. O clichê da vez e que levo para mim, é que eu, particularmente, prefiro me arrepender de algo que fiz do que ficar eternamente remoendo na minha cabeça um “e se…” por ter desistido de algo sem tentar.

O que espero, Menina Super Apaixonada, é que você encontre a sua felicidade. E que o mundo entenda, de uma vez por todas, que não é com quem se dorme que forja um caráter e que a sexualidade de uma pessoa é apenas mais uma característica dela. Se todos se dessem conta disso, esse mundo seria um lugar bem mais fácil de se viver e muitos danos emocionais seriam evitados.

Um beijo,

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TOP Gays Espalhafatosos em Novelas

Eles são exagerados, todos trabalhados nos trejeitos e, mesmo assim, um sucesso! Apesar de sabermos que existem gays de todos os tipos, dos mais discretos e másculos àqueles caras bem normais que podem estar ao seu lado no trabalho (aloka, imaginei vocês olhando desconfiados pro coleguinha do lado), são as bibas quem mais brilham nas novelas de televisão.

De um tempo para cá então, quase toda novela possuiu pelo menos um personagem gay, refletindo a vida real, afinal, desculpem-me, mas nós existimos e estamos aqui, no meio de todos, lindos, belos e ahazantes.

Mas o TOP TOP de hoje é com eles, as dyvas afeminadas que, vez por outra, roubam as cenas nas novelas e ahazam!

Crô (Fina Estampa)

Em Fina Estampa, Marcelo Serrado vive Crô, o fiel escudeiro da vilã Tereza Cristina (Christiane Torloni), que faz tudo por sua Rainha do Nilo. Levando para o horário nobre vários bordões que incluem expressões que envolvem o Egito, o personagem caiu no gosto popular, com seu jeito espalhafatoso e, como bem diz Tereza Cristina, bem biba. Acho que todo mundo conhece alguém como o Crô, não é mesmo?

Roni (Insensato Coração)

Em Insensato Coração, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a biba do momento era Roni, interpretado por Leonardo Miggiorin. Empresário sem talento e melhor amigo da sub-celebridade Natalie Lamour (Deborah Secco), ele vivia comentando os baphos do momento com sua musa.

Áureo (Morde & Assopra)

O filho do prefeito de Preciosa era a biba fujona de Morde & Assopra, de Walcyr Carrasco. Depois de fugir do casamento com Celeste (Vanessa Giácomo), Áureo, vivido por André Gonçalves, volta tempos depois à cidade todo trabalhado no visual fashion e acaba virando melhor amigo da ex, ajudando-a em seus planos malucos, ao mesmo tempo em que ficava todo se engraçando pra cima do peão gostosão.

Cássio (Caras & Bocas)

Em Caras & Bocas, também de Walcyr Carrasco, foi a vez de Cássio, vivido por Marco Pigossi (o nosso Colírio de ontem), dominar a telinha e de ter seus bordões na boca do povo. Quem não morria de rir com o “Tô rosa chiclete!” e “Choquei!” proferidos pelo rapaz? Bibíssimo, passou por uma saia justa e tanto ao se ver envolvido com uma mulher na trama da novela.

A lista é imensa, mas por hoje ficamos apenas com esses. E você se lembra de algum outro personagem do babado que movimentou as novelas com todo seu glamour? Conta pra mim!

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